Luísa Opina

Neste blogue comentarei temas genéricos da nossa sociedade.

123 - Controlo da emigração

Ao contrário do que nos querem fazer pensar, não é xenofobia.

Um dos temas que atualmente mais sangue faz correr, felizmente ainda só metaforicamente, é o controlo da emigração. Às vezes nem é preciso dizê-lo, basta os iluminados do costume acharem que é essa a ideia subjacente para desatarem imediatamente com berros e insultos e a acusarem o autor de racismo, xenofobia e, última versão muito na moda, islamofobia.

Curiosamente, tudo isto implica que para esses senhores um emigrante – ou migrante, o termo mais woke – é sempre não branco, não ocidental e, na maioria dos casos, muçulmano. Hum... e os milhares de suecos, alemães, ingleses e franceses que se têm mudado para Portugal, não contam? E os muitos chineses? Sim, é que para esses “esclarecidos”, são uma espécie de “brancos honorários” e só é xenofobia ser contra eles se for conveniente, por exemplo, para berrar contra supostas restrições comerciais à China.

Os adeptos da política de portas abertas usam sempre os mesmos dois argumentos que acham, nas suas mentes donas da verdade, serem decisivos.

O primeiro é a necessidade de aumentar a taxa da natalidade em Portugal – e na Europa em geral – para que a Segurança Social possa voltar a ser sustentável. Já agora, adoro a expressão “voltar a ser”, é que já é, há inúmeros anos, um tremendo esquema de pirâmide.

É claro que isto pressupõe que as pessoas que nos chegam, sem qualquer controlo, são todas honestas, decentes e trabalhadoras e que vão arranjar bons empregos, com descontos para a dita. Mas atendendo ao baixíssimo nível de habilitações de quem chega e à falta de qualquer profissão (sei lá, carpinteiro, pedreiro a sério, eletricista...), que tipo de emprego é que acham que vão ter? Isto partindo do princípio, repito, que vêm mesmo para trabalhar.

O segundo argumento é também da mesma área, o enorme valor em impostos pagos pelos emigrantes anualmente. Pois, o problema aqui é que se mete no mesmo saco toda a gente, os muitos que trabalham e que nos chegam, em geral, de países da Europa, China, Paquistão, Índia... e os outros.

E só quem não conhece a realidade dos chamados bairros sociais é que acha que os filhos destes emigrantes vão sustentar a pesadíssima máquina que é a atual Segurança Social ou contribuir, por via fiscal, para um futuro mais risonho.

Mais ainda, não é apenas não pagarem, há ainda a parte de receber. É que os mais “protegidos” são precisamente aqueles que, para além de não contribuírem com impostos e descontos, recebem apoios e subsídios de todos os tipos.

Uma outra questão que os iluminados nunca abordam tem a ver com a assistência médica. Há milhares de famílias portuguesas sem médico de família, as Urgências e os hospitais em geral são o caos que sabemos, e vamos deixar entrar quem quiser aparecer? Será que quem para cá vem não tem direito a assistência médica? Ou tencionam tirá-la aos portugueses para a dar aos “migrantes”?

E a habitação? Estranhamente, a nossa esquerda passa a vida a berrar contra os vistos Gold e contra os estrangeiros que compram casa em Portugal e que são, supostamente, os grandes culpados da crise da habitação. Mas acham xenófobo querer limitar o número de pessoas que só terá casa se lhes dermos uma?

E temos, depois, a criminalidade. Sim, é racista, etc., dizer que aumentou muito com a vinda descontrolada de pessoas de certas origens e, acima de tudo, que subiu imenso o seu grau de gravidade. A minha pergunta a esses “não xenófobos” é muito simples. Acham desejável termos cá a Máfia angolana que até arranja assassinos profissionais para os seus ajustes de contas? E os gangues brasileiros que quando as coisas “aquecem” lá na terra vêm para Portugal onde um polícia nem pode sacar da arma mesmo que tentem atropelá-lo?

Quantas urgências de certos hospitais estão a rebentar pelas costuras devido a ferimentos mais ou menos graves entre essas “boas pessoas que só vêm para cá porque querem uma vida melhor”? Já agora, muitas das vítimas inocentes até são pessoas da mesma etnia, muitas delas residentes no país há décadas, ordeiras, trabalhadoras e que não têm culpa nenhuma de terem sido invadidas, sim, é o termo correto, por criminosos recebidos de braços abertos por uma parte da nossa sociedade – que, diga-se de passagem, vive bem longe dessas áreas.

Temos também a parte cultural, sobretudo em relação aos muitos machos muçulmanos que nos chegam e que não têm a menor intenção de respeitar as nossas leis e costumes. É claro que quando fazem alguma, coitados, passou-lhes alguma coisa pela cabeça, não foram bem acolhidos ou, como no caso das mulheres brutalmente atacadas no Centro Aga Khan, tiveram um episódio psicótico...

Berra-se e barafusta-se contra a Arábia Saudita e o Qatar pelo seu tratamento das mulheres. Pois bem, há zonas de França – até de Paris – e da Alemanha onde são bem pior tratadas. É que nesses países, a sharia é aplicada sob controlo do governo, mas na Europa, vale tudo. Isto sem falar nos “crimes de honra”, que ninguém investiga a sério porque isso seria islamofobia. Sabiam que está a haver na Alemanha uma tentativa para que a idade do casamento para raparigas muçulmanas passe a ser os 10 anos? Pois, respeitem-se os costumes.

Mas tudo bem. A Suécia está a pensar criar autocarros só para mulheres devido ao terrível assédio que sofrem da parte de muçulmanos? Coitados, há que tirar-lhes a tentação da frente. A Itália revolta-se porque uma rapariga de 13 anos foi violada por sete egípcios? Ei, é islamofobia! Bom, se fosse cá, seriam apenas sete rapazes...

Francamente, venham emigrantes, sim, mas dos que querem ter uma vida melhor pelo seu trabalho e não à custa de quem já cá está. E, acima de tudo, exijamos que respeitem os nossos costumes e as nossas leis. Já agora, e como digo no meu livro Projeto para Portugal, porque é que os estrangeiros condenados só são expulsos depois de cumprirem a pena? Não faria bem mais sentido evitar esse custo adicional e correr com eles mal sejam condenados?

Para a semana: A esquerda afinal não é comunista! Não no verdadeiro sentido da palavra

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