Tenho lido, ultimamente, algumas notícias que me levam a acreditar que os ventos woke e similares começam a mudar de direção – bom, é claro que não me refiro a Portugal, onde os “doutos” senhores do Tribunal Constitucional acabam de chumbar a medida de perda da nacionalidade a estrangeiros nacionalizados que sejam condenados por crimes. Já agora, se nesses casos exigissem provas de que a dita nacionalidade foi atribuída legalmente, nomeadamente no que diz respeito ao conhecimento da língua portuguesa, quantos a manteriam? Talvez seja algo a ter em mente...
Comecemos pela União Europeia, a tal que até ainda há muito pouco tempo defendia com unhas e dentes todos os ilegais, sobretudo os muçulmanos, que lhe entravam porta dentro e começavam de imediato com exigências. Acham que exagero? Houve um caso de “coitadinhos” a chegarem a Itália num daqueles barcos que, misteriosamente, se deparam sempre com um barco da Marinha ou da Guarda Costeira, apesar de o Mediterrâneo ser bem vasto. Pois bem, surgiram logo elementos da Cruz Vermelha a dar-lhes água e comida, mas foram agredidos porque uniformes e recipientes ostentavam uma cruz. Adivinhem de que lado se pôs a UE...
E não é que a mesma UE acabou de votar, 389 a 26, uma lei que acelera deportações em massa dos seus 27 países membros? Que inclui, também, detenções mais longas, regras mais rígidas de regresso à Europa, proibições para a vida e, a meu ver a parte mais importante, a criação de locais de deportação exteriores à UE – há países que já os estão a negociar com países africanos, e não apenas para cidadãos desse continente.
Curiosamente, precisamente aquilo que os que chamam de “extrema-direita” andam a pedir há anos! É claro que os do costume estão muito indignados e vamos fartar-nos de ver protestos e manifestações por todo o lado... só que, em alguns dos países membros, esses manifestantes já deixaram de ser tratados com paninhos quentes, nomeadamente na Alemanha.
É claro que, como de costume, seremos os últimos a implementar esta medida, isto se o chegarmos a fazer. E o caso muito divulgado de um membro da religião “da paz e do amor” que foi à televisão defender o casamento com miúdas de 9 anos, sendo imediatamente expulso do país, bom, bem podemos esperar bem sentados até que se passe algo similar aqui.
Mas não é tudo, há medidas a serem promulgadas em vários locais e países, alguns deles com fama de muito “liberais” – leia-se, política de portas abertas e tolerar tudo, desde que não venha de brancos. A Suécia, por exemplo, acabou de proibir um termo muito querido de todos os wokes e esquerdistas em geral, “islamofobia”, e o Reino Unido está a ponderar fazer o mesmo.
Cada vez mais países europeus, com a Suécia e a tão liberal Holanda à cabeça, estão a criar leis que proíbem vestuário que tape a cara – nalguns casos, para além da burca, o niqab, que é um véu mais curto, mas que só deixa os olhos à vista. E nós aqui berramos porque um motorista de autocarro proibiu a entrada a uma muçulmana – bom, do modo como estava tapada, até podia ser um ele – por se recusar a retirar a máscara que usava. É claro que se fosse um rapaz branco de capacete de viseira total, saía tudo em defesa do motorista.
Lembram-se daquela cena espetacular dos mesmos do costume a ocuparem o Martim Moniz, não deixando passar nada nem ninguém, porque queriam rezar em público? Se fosse no Quebec, teriam azar, acabaram de proibir orações públicas de muçulmanos.
E como último ponto dedicado a este tema, a Florida proibiu a sharia, o Governador do Texas acabou de fazer o mesmo e está, neste momento, a ser discutida no Congresso dos EUA uma lei contra emigrantes que suportem a sharia, apresentada pelo Republicano Chop Roy – não é curioso que lá como cá sejam os que mais berram pelos direitos da mulher que se revoltam quando se tenta impedir a aplicação da sharia que, caso os mais distraídos não o saibam, acaba por afetar maioritariamente essa parte da população?
Mas noutras áreas também começa a haver alguma mudança. No Texas, por exemplo, a primeira juíza abertamente homossexual desse estado aceitou demitir-se e não voltar a exercer direito depois de uma quezília com uma advogada de defesa que mandou, até algemar e arrastar para fora do tribunal – foi um choque para ela, tinha-se convencido de que, por pertencer ao povo do alfabeto, estava totalmente acima da lei.
Há, também, cada vez mais escolas a proibirem o ensino da teoria de género e a acabar com os pronomes ao gosto do freguês – aqui a moda não pegou, mas em muitos países uma mulher, por exemplo, podia decidir que, em vez de “ela”, seria chamada “them” (eles/elas, um termo que é neutro em inglês e em várias línguas) ou, até “ele” – houve, aliás, um professor de matemática no Reino Unido que foi proibido de ensinar durante 7 anos porque, numa aula só de raparigas, disse, no final de um exercício difícil “muito bem, meninas” e uma queixou-se pelo uso do feminino.
Começamos, também, a ver cada vez mais jovens a afirmarem abertamente que são de direita – ou o que a querida esquerda considera direita – e a baterem, forte e feio, em causas que, até há bem pouco tempo, não se podiam criticar. Aliás, nem era preciso dizer nada, ser woke implica conseguir ler pensamentos e havia sempre o recurso ao velho “não disseste, mas era isso que querias dizer”.
Até aqui isso começa a surgir, em variadas áreas, sendo, na minha opinião, uma lufada de ar fresco perante a estagnação dos “iluminados” perante factos que desmentem as suas teorias mais bem queridas, apesar de os factos as desmentirem. Com sorte, da próxima vez que alguém do Governo da Ucrânia vier a Portugal e for à Assembleia da República, o PCP não terá oportunidade de se ausentar pelo simples facto de... não ter nenhum deputado eleito.
Para a semana: Os males do patriarcado. Ouvindo movimentos que se autointitulam feministas, é o responsável por tudo e mais alguma coisa