Com o que se passou durante as cerimónias do 11 de setembro, sobretudo o comportamento abominável daquela criatura que dizem ser o Presidente da Câmara de Nova Iorque, decidi alterar o tema proposto para esta semana e falar um pouco do que se anda a passar no Ocidente em relação a atos terroristas, grandes ou pequenos, perpetrados em nome do Islão. E não me venham falar em islamofobia, há sempre uma componente comum quando algo acontece: os ditos bons muçulmanos, sempre prontos a protestarem por tudo e por nada, assistem a tudo e... calam-se.
Voltando ao tal senhor de Nova Iorque, o discurso dele não mencionou uma única vez o termo terrorismo – e muito menos Islão – tendo-se dedicado a falar na poluição resultante do que aconteceu e, acima de tudo, das desigualdades económicas nessa cidade de que, segundo ele, são sempre os negros as grandes vítimas. Pior ainda, ofereceu a caneta que usou a um indivíduo que nem lá devia estar e que foi o advogado de defesa de um dos terroristas da Al Qaeda presos por estarem envolvidos naquela atrocidade. Não é um insulto aos sobreviventes e aos familiares das vítimas ali presentes?
Resumindo, a culpa do que houve naquele dia é dos nova-iorquinos em particular e dos americanos, sobretudo brancos, em geral, os autores limitaram-se a agir em reação às tais desigualdades sociais.
Infelizmente, não é um caso isolado nem se restringe ao 11 de setembro. Por exemplo, as bombas nas estações ferroviárias espanholas. A organização que assumiu os atentados foi muito clara, disse que era um passo na reconquista da Península Ibérica. Mas a esquerda espanhola e os acéfalos das redes sociais decidiram prontamente que a culpa era do Bush e da Guerra do Iraque. Mais ainda, apesar de a ETA não ter feito o atentado, veio-se a saber que vendeu a árabes os explosivos usados. O que é que pensavam que eles iam fazer? Obras no jardim lá de casa?
No próprio dia 11 de setembro assisti, pasmada, aos malabarismos que a comunicação social, fossem repórteres ou comentadores, fizeram para não chamar os bois pelos nomes. Levaram horas a admitir que fora um atentado terrorista e perpetrado por muçulmanos. Lembro-me de esse “senhor” Sousa Tavares dizer, repetidas vezes, que poderia ser obra da extrema-direita! Pois, esta não faz atentados suicidas e, caso os fizessem, escolheriam, certamente, como alvo o edifício do seu inimigo de estimação, a sede da ONU, ali mesmo bem pertinho.
Já agora, muito se comentou o facto de os terroristas estarem armados apenas com X-atos. O que não diziam é que isso só resultou devido a uma primeira fase de branqueamento do terrorismo. Ou seja, as santas almas que desviavam aviões eram ótimas pessoas, estavam só a protestar contra atos do Ocidente, não se devendo, pois, agir contra eles porque “a falar é que a gente se entende”. Pois é, viu-se!
Em tudo isto, há uma coisa que me confunde imenso. Os inúmeros movimentos islâmicos são bem claros nos seus objetivos, partilhados, aliás, pelos “migrantes” que pululam, atualmente, Europa fora: a islamização total do mundo, sem lugar a qualquer outra religião. Acham que exagero? Leiam os manifestos, ouçam os discursos, como o de um imã em Londres, já há uns anos, que disse, “usaremos todos os meios para que o Islão seja a única religião da Europa”, tendo sido aplaudido pelos muitos milhares que o ouviam.
Mas a nossa comunicação social – e por nossa quero dizer ocidental – e, acima de tudo, os muitos acéfalos woke, continuam a bater na tecla de que a culpa é toda nossa. Ou seja, as vítimas são, afinal, os grandes culpados e os criminosos não o são uma vez que estão apenas a protestar contra os crimes do Ocidente – e, mais uma vez, Ocidente quer dizer “brancos” – e, acima de tudo, dos judeus.
Não é interessante que os que mais berram que a extrema-direita acredita em inúmeras teorias da conspiração o façam, também, em relação aos judeus? É que, caso não saiba, as Torres não caíram por causa dos aviões – aliás, para alguns, nem embate houve, foi tudo encenação – mas sim por explosivos ou similares ali postos pela Mossad. E o grande argumento é que edifícios similares sofreram bombardeamentos intensos e não colapsaram. Pequeno detalhe, as Torres tinham um tipo de construção totalmente revolucionário e não havia, nem há, edifícios similares – estavam a construir um algures no Oriente, mas, face ao acontecido e às vulnerabilidades demonstradas, desistiram.
E enquanto esses grupos se preparam para uma nova era de expansão religiosa, o que faz o Ocidente? Esmera-se em arranjar eufemismos e “explicações” mais do que esfarrapadas – como sabem, se um muçulmano atropela uma multidão ou desata à catanada na rua, coitado, sofre de perturbações mentais. Pior ainda, para mostrar a sua “tolerância”, põe-se em bicos dos pés para atribuir a culpa de tudo e mais alguma coisa ao “homem branco” e desculpar todas as atrocidades desde que não sejam feitas por ele.
Dizer algo contra o Islão dá vários anos de cadeia em alguns países, como a Inglaterra, mas nada se diz contra o genocídio – esse sim, verdadeiro – cometido contra os cristãos em vários países, como a Nigéria e o Congo e, infelizmente, o Norte de Moçambique. Atacar igrejas ou cemitérios cristãos é “compreensível” e “perdoável”, passear o cão perto de uma mesquita merece tudo o que aqueles “santinhos” se lembrem de fazer.
Uma última coisa, o verbo branquear no título foi usado com dois significados. Um é, claro, o mais usual, “limpar”. E o outro, bom, a atribuição aos brancos de todos os crimes e males do mundo, sobretudo quando são eles as vítimas.
Para a semana: “Ler” as notícias e não só. O que fica por dizer pode ser mais importante do que o que é dito