Têm surgido nos últimos meses – bom, anos... – alguns casos que provam a quem tem olhos para ver que, à força de berrar pela “tolerância”, “igualdade”, multiculturalismo e outros chavões tão populares o Ocidente age como se tivesse enlouquecido totalmente. E sem cura à vista, pior ainda, sem que reconheça os extremismos em que caiu à força de querer ser “o bom da festa”.
Como a enorme polémica em torno da bênção de um estabelecimento escolar em Cascais. Ou seja, alunos muçulmanos podem ser dispensados durante o Ramadão ou aliviados de alguns trabalhos, muda-se a comida nas cantinas para não “ofender” os ditos – e cancelam-se as festas de Natal pela mesma razão, apesar da sua muito longa tradição no nosso país. Tudo isto em escolas públicas, as tais que, segundo uma Comissão que veio agora a lume e que sabe-se lá o que faz, são totalmente laicas.
Temos, depois, o multiculturalismo que, curiosamente ou talvez não, só funciona num sentido. Levam-se os meninos a visitar uma mesquita em nome da tolerância, mas não ao templo hindu, à sinagoga ou, credo, a uma igreja! Ora se há cada vez mais turmas com alunos na sua maioria muçulmanos não seria conveniente pô-los em contacto com outras religiões, sobretudo com a até agora maioritária no país onde residem?
Ainda não chegámos aos extremos de algumas escolas nos EUA, em que querem obrigar todos os alunos a rezar as orações muçulmanas e a cumprir o Ramadão, mesmo os cristãos. E não só, os que se recusam são apelidados de “racistas” – pelos vistos ser muçulmano é agora uma etnia – e isso fica no seu registo escolar.
Temos depois o caso, que seria caricato se não fosse triste, de uma mulher que foi presa em Inglaterra por estar a rezar silenciosamente em frente a uma clínica que se dedica apenas a abortos. Estava no passeio público, encostada à parede de um prédio, de olhos fechados – pelo aspeto, poderia até estar a repousar uns instantes O tribunal acusou a Polícia de abuso, obrigou-a a pagar uma indemnização mas, adivinhem: voltaram a prendê-la pela mesma razão!
Isto num país em que, tal como cá, bandos de muçulmanos ocupam ruas para rezar e agridem selvaticamente quem tente passar!
Aliás, os polícias brancos ingleses estão a ganhar uma fama terrível de racistas... contra a sua própria gente. Tivemos o rapaz esfaqueado por um sikh que foi algemado e ignorado pelos polícias que acorreram ao local, acabando por morrer sem assistência – tudo isto porque o criminoso disse que a vítima tinha proferido um insulto racista! E há inúmeros casos filmados de agressões de não brancos a brancos em que a polícia, ao chegar, prende prontamente as vítimas e, em muitos casos, deixa fugir os agressores muito simplesmente porque acha que os brancos são sempre os culpados.
Chegámos a um ponto em que empunhar a bandeira do próprio país é visto como uma provocação. Veja-se, aliás, o que se passa com a pandilha dos “acampados”, gentinha que protesta, segundo dizem, pela falta de habitação em Portugal, mas onde valem todas as bandeiras (bom, quase todas, a de Israel é, claro, anátema) exceto... a nossa.
Temos também a saga dos transgéneros. Recordo as tentativas de “cancelar” a autora de Harry Potter devido às suas opiniões sobre o assunto. Segundo parece, dizer que um homem não é uma mulher significa ser transfóbico. Pois bem, o último caso aceite pela Fundação que criou para proteção das mulheres envolve uma rapariga de 11 anos que foi colocada num centro de acolhimento. Este tem várias camaratas, das quais só uma estava ocupada, precisamente por rapazes entre os 11 e os 13 anos. Adivinham onde a puseram? Pois é. E quando a menina se queixou que não se sentia segura, foi insultada e ignorada.
Ou seja, ter dormitórios e quartos de banho mistos é bem mais importante do que a segurança e bem-estar de uma rapariga.
Mas passa-se o mesmo noutros países. Em França, uma rapariga foi brutalmente violada por um paquistanês e, perante inúmeros casos de assédio e violação que encontrou no grupo de apoio que frequentou, veio a público dizer que os muçulmanos são a maior ameaça para as mulheres na Europa. Resultado, foi presa e condenada a pagar uma multa enorme por... adivinharam, racismo. Já o violador teve uma pena suspensa “por não conhecer os costumes”.
E como a habitação é o tema do dia, que acham do bairro social algures em Lisboa, ocupado ainda só parcialmente, mas em que os apartamentos entregues foram fortemente vandalizados pelos seus ocupantes? Não só não lhes aconteceu nada como vão receber a ajuda de técnicos – pagos pelos pategos do costume, claro – para aprenderem a viver num prédio! Isto fora o dinheiro que vamos despender para arranjar o que estragaram.
Isto para não falar nos muitos habitantes desses bairros que, lembro, são pagos por todos nós, que vivem da criminalidade, sobretudo do tráfico de droga, mas que têm “direito” à habitação para todo o sempre – pois, ter 45 mil euros num mealheiro (literalmente) não é razão para perder nem sequer o erradamente chamado Rendimento Mínimo.
E entretanto há quem tenha dois ou mais empregos para fazer face à renda de casa e outras despesas e sem direito à menor ajuda – nem sequer para a compra de um carro elétrico, outra ideia absolutamente brilhante de quem nos (des)governa.
É claro que o expoente máximo da loucura ocidental é a defesa cerrada que o pessoal do alfabeto – os LBG... – faz do Islão e dos países muçulmanos em geral e da Palestina em particular. E por muito que se lhe conte (e mostre) o que essa religião e países fazem a pessoas como eles, continuam a berrar o seu apoio incondicional.
Nos EUA, apoiaram a eleição de um presidente de câmara abertamente muçulmano, embandeirando em arco por terem derrotado o “mau” do candidato republicano. Sabem qual foi o primeiro ato do recém-eleito? Proibir a bandeira do arco-íris em edifícios públicos e até na rua, incluindo no vestuário! E o que foi derrotado é que era o intolerante?
Para a semana: Israel E os muitos mitos sobre este país e sobre a "Palestina".