Luísa Opina

Neste blogue comentarei temas genéricos da nossa sociedade.

258 - Enlouquecemos? Segunda parte

Mais casos que me levam a acreditar que o Ocidente perdeu a cabeça

Muito ficou por dizer – e ficará sempre, dada a tremenda multiplicidade de exemplos da loucura total em que caiu o Ocidente – sobre este tema na semana passada, volto, pois, à carga.

Comecemos pelos “acampados”.

Para já, veio a lume que a juíza que teve a decisão genial de permitir a tenda da Cambra é amiga desta. Num país decente, só isto bastaria para que fosse devidamente investigada, sem contar o “pequeno” detalhe de ter metido este caso à frente de muitos outros certamente bem mais urgentes.

Mas há mais. A dita “revolucionária”, a tão generosa Cambra que berra por habitação acessível, vem de uma família peso pesado no imobiliário, com inúmeros terrenos e edifícios, só ela tem duas boas casas. Pois, aqui fica uma sugestão: que tal organizar uma “acampada” – termo horrível, diga-se de passagem – à porta dos escritórios da empresa da família, exigindo que abram imediatamente o seu património a quem precisa de casa a bom preço? E que usem os tais terrenos para construção imediata de habitações.

Mas, claro, como bom membro encartado da esquerda caviar, o que é dela (ou da família) é dela, o “Estado” – leia-se, os pacóvios que pagam impostos – é que tem todas as obrigações, incluindo “respeitá-la. Já agora, repito a pergunta que se tem feito nos últimos dias: como é professora, tirou férias (com ou sem vencimento) para estar sempre presente no Rossio? Ou, para além de a aturarmos ainda temos de lhe pagar o salário e regalias de funcionária pública?

Última referência a estes protestos, não acham curioso que aquela gentinha toda, que pertence à geração do “ambiente” e que está sempre a tentar proibir isto e aquilo e a berrar contra as “alterações climáticas”, produza tanto lixo diário? E que fica espalhado, claro está, é tudo gente fina, os outros que limpem.

Quanto às eleições nos EUA, só direi – para já – duas coisas

O queridinho do Sayed, a joia da coroa do Partido Democrata, já anunciou que vai formar o seu próprio partido... islamista, claro está! Quando é que os esquerdistas ocidentais aprendem que o Islão os vê apenas como idiotas úteis que lhes permitirão tomar o poder sem derramar sangue, sendo então os primeiros a serem eliminados?

E o Partido Democrata inaugurou a era da “política folclore”. De muitos dos que elegeram sabe-se apenas que são transexuais, negros, índios, muçulmanos, membros da brigada do alfabeto, homens que se vestem de mulheres (8), enfim, a gama completa. Quanto às políticas que defendem, pois, zero total, exceto, claro, o sempre popular “abaixo o Trump”.

Mudando de assunto, a Inglaterra não para de surpreender, infelizmente pela negativa. Agora quer emitir uma diretiva para que o equivalente ao Ministério Público de lá e os juízes avaliem de modo diferente os crimes cometidos por brancos e os da autoria de pessoas de outras etnias. Dizem que é para evitar desvios devido a preconceitos... nada mau, num Ocidente que anda há anos a berrar pela igualdade! Sem contar que esse preconceito existe, de facto, na polícia e na classe judicial, mas contra os brancos (veja-se o caso Novak) e cristãos.

Também em Inglaterra, foi finalmente libertado, ao fim de 700 dias preso, um professor condenado por se recusar a usar os pronomes da escolha dos seus alunos uma vez que isso era contra as suas convicções religiosas. Pois é, devia ter dito que era muçulmano e que para o Islão só há dois sexos, assim ninguém se atreveria a tocar-lhe.

E, por mera coincidência que nada tem a ver com medo e cedências, claro, a muito célebre Oxford Street, famosa há décadas pelas decorações de Natal, não as vai ter este ano – terá, isso sim, inúmeros obstáculos na via (agora pedonal) para evitar que alguém com as usuais “perturbações mentais” acelere rua fora a tentar atropelar o máximo de pessoas que estão a cometer o terrível crime de tentarem fazer compras de Natal.

Passando à brigada do “é antissionismo, não antissemitismo”, será que me podem explicar porque foi agora vandalizada uma estátua de Anne Frank na Holanda? Será que essa miúda era sionista e muito antes de 1948? E os do respeito pelas religiões nada têm a dizer sobre as centenas de campas cristãs vandalizadas por um homem muçulmano em França? Imaginem se tivesse sido uma única campa muçulmana!

Mudando de assunto, li esta semana que Portugal perdeu o rasto a mais de 900 mil imigrantes e que os números que circulam sobre imigração nos últimos 5 anos estão, e de que maneira, muito abaixo da realidade. Mas veio o “bom” do Obama criticar a Polónia por não escancarar as portas do país aos muito pacíficos e decentes invasores que pululam Europa fora.

E não foi só termos escancarado as portas sem controlo. Nos raríssimos casos em que se tenta extraditar ou expulsar alguém, o Estado – lembro, mais uma vez, que este termo significa os pagadores de impostos – gasta anos e montes de dinheiro em tribunais e mesmo quando tem êxito, a pessoa em causa desapareceu pura e simplesmente.

E não vos mete confusão que muitos dos que vêm supostamente fugidos ao regime de um determinado governante – como o Bolsonaro ou o Assad, só para citar dois ódios de estimação da nossa Comunicação Social – aqui continuem, sem meios de subsistência visíveis e cheios de exigências, anos depois dos ditos terem saído a favor de nomes de que eles supostamente gostavam?

Sou uma otimista nata e acérrima, mas perante estas e muitas outras cenas que fazem agora parte da trama do tecido europeu começo a sentir algum pessimismo. Acho, até, que a queda do Império Romano devia ser tema de estudo obrigatório para jovens e adultos. Primeiro deram a cidadania a outros povos italianos. Depois abriram as fronteiras à entrada dos chamados povos bárbaros, como os germanos. Ao fim de pouco tempo, deram-lhes a cidadania. E ficaram espantadíssimos quantos estes “bons” novos cidadãos derrubaram o império e a cultura romana. Soa família?

Para a semana: Israel E os muitos mitos sobre este país e sobre a "Palestina".

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