Luísa Opina

Neste blogue comentarei temas genéricos da nossa sociedade.

92 - Quando é que a Europa aprende?

A propósito das últimas cenas de “justa indignação” em França.

Vou finalmente falar dos distúrbios que ocorreram – mais uma vez – em França, supostamente devido à morte de um jovem não branco baleado por um polícia.

Não vou discutir o mérito da reação do agente em questão. Não consigo encontrar números para França, mas em Portugal, um país bem menor e com menos problemas de segurança (por enquanto), entre elementos da PSP e da GNR foram mortos 4 e 3090 ficaram feridos desde 2019. Imagino, pois, que seja bem pior nesse país, não me admirando nada que os agentes estejam sempre com “o dedo no gatilho”, sobretudo em determinadas zonas.

Mas o que me chamou especialmente a atenção em tudo isto foi o já habitual choradinho de que, como sempre, a culpa é dos brancos.

O grande argumento esgrimido nestas situações é que devíamos ter feito mais para integrar quem vem de fora. Note-se que nunca se diz isto em relação a chineses, indianos, paquistaneses, sul-americanos... Não, esses estão por conta própria.

Ora, na minha opinião, não somos nós que temos de fazer esse esforço, quem chega é que tem de fazer tudo para se integrar na sociedade que os recebeu, tal como fazem os portugueses ou outros europeus quando vão viver e trabalhar fora da Europa.

Só que a grande diferença é que as “boas almas” europeias decidiram, há anos, que era uma violência exigir que quem para cá vem respeite as nossas leis e costumes. Nos últimos anos, isso passou, até, a ser considerado racismo, fascismo, nazismo... enfim, o usual.

Resultado? A criação de comunidades inteiras que, mal têm uma massa mínima, tudo fazem para recriar o ambiente social de que supostamente fugiram por ser mau, fazendo a vida negra a quem não lhes pertence para que dali saiam, deixando-os “a viver entre nós”, como também já ouvi.

Fala-se, também muito, de que criámos guetos nas grandes cidades. Tal como referi no parágrafo anterior, isto é, mais uma vez, um bater no peito sem razão de ser. Sim, há-os por toda a Europa, mas, ao contrário dos verdadeiros guetos, estes foram criados por quem lá vive. O que é que acham que aconteceu aos brancos que viviam nesses bairros? Ou aos cristãos? Pior ainda, aos que tentam permanecer, por não terem para onde ir nem ajuda para o poderem fazer? Querem uma amostra? Experimentem ir dar uma volta por certos bairros de Lisboa...

É que toda essa conversa de integração esquece um pequeno detalhe, só se integra quem tem vontade de se integrar.

E muito francamente, porque é que se dariam a esse trabalho? Podem ignorar-nos, insultar-nos, atacar-nos à vontade, os subsídios e ajudas continuam a ser-lhes entregues. Sem contar que basta arranjarem uma criança nascida na Europa e pronto, legais ou não, ficam cá de pedra e cal para todo o sempre.

Uma outra coisa que sempre me meteu confusão é o modo como certos elementos da nossa sociedade (refiro-me à Europa), sempre de ouvido afiado para tudo o que lhes soe a racismo e xenofobia, fiquem totalmente surdos quando as declarações são no sentido contrário.

Vejamos o caso de Abu Hamza al-Masri, um imã egípcio que foi para Inglaterra em 1979 com um visto de estudante, tendo logo em 1980 casado com uma inglesa para garantir a residência. Acusado de vários atos de incitamento ao ódio racial e de violência em Inglaterra, foi finalmente extraditado para os EUA para ser julgado por terrorismo, isto após uma bem onerosa batalha legal de 8 anos.

Mas há uma razão para eu o mencionar. É que, num comício com muitos milhares de pessoas, afirmou, alto e bom som, “usaremos todos os meios para tornar toda a Europa muçulmana”.

Soa a alguém que se quer integrar?

Ele disse-o alto e bom som, mas há zonas de França, da Alemanha e de outros países europeus que já vivem sob um regime muçulmano bem mais feroz e rígido do que o da Arábia Saudita, que tão criticado é, com a sharia aplicada a muçulmanos e não muçulmanos e ao sabor dos caprichos de quem manda naquele bairro ou até naquela rua.

Outro argumento também muito ouvido é que as pessoas de certos bairros são discriminadas na procura de emprego, por exemplo. Até é verdade nalguns casos, o que não nos dizem é que isso não surgiu do nada. Essa repulsa veio como consequência da desordem e criminalidade que começaram a reinar ali. Os poucos que se deslocam a esses locais, quase sempre por obrigação profissional, sabem bem as precauções que têm de tomar, apesar de o seu trabalho ser em prol daquela comunidade.

Ou seja, não é um caso da galinha e do ovo, aqui há uma ordem clara, primeiro veio a criação dos guetos por quem lá vive e a sua crescente criminalidade e violência e só depois é que veio a desconfiança em relação aos seus moradores.

Sim, os europeus são culpados de toda esta situação, mas não pelas razões que se badalam por aí, muito pelo contrário. Somos culpados, isso sim, de não ter exigido mais a quem para cá vem, de não termos criado regras rígidas sobre quem pode manter a residência neste continente e, acima de tudo, de, a pretexto da tolerância pelos costumes e religiões de outros povos, termos deixado alastrar extremismos que têm como único objetivo a total destruição dos nossos.

É mais do que altura de a Europa aprender que não tem qualquer obrigação de receber todos os que nos batem à porta. Bom, na realidade, nem isso fazem, limitam-se a aparecer e a exigir ser acolhidos e sustentados, mais ainda, isso terá de ser feito de acordo com as regras deles.

Sabiam que elementos da Cruz Vermelha foram brutalmente atacados quando estavam a acolher “migrantes” recuperados de uma série de botes? Pois, é que as garrafas de água tinham o símbolo da instituição, o que levou a essa reação. Belo sinal de tolerância e de vontade de integração!

Para semana: É censura! A propósito do cartoon do polícia e não só

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